A Polícia Civil prendeu em flagrante uma mulher de 34 anos suspeita de falsidade ideológica, no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Ela responde, também, por cinco inquéritos por estelionato. A mulher foi detida com três carteiras de identidade, todas com nomes e dados diferentes. O caso foi apresentado nesta segunda-feira (16).
Suspeita de praticar diversos golpes na Zona Sul do Recife, ela foi presa na sexta-feira (13) ao sair de um empresarial em Boa Viagem com o material apreendido. No local, funcionava um escritório virtual que, segundo o delegado Carlos Couto, ela usava o endereço para receber o material falso.
Com a mulher, ainda foram apreendidos 17 cartões de crédito, um cartão da Bolsa Família, receituários, certidão de nascimento e casamento, carteira de trabalho, carimbos de médicas e advogada, além de um crachá de funcionária da Petrobrás.
A princípio, a polícia investigava golpes de locação de imóveis. Porém, há a suspeita de que ela praticava outros crimes, como venda de receituário médico. "Ela aparecia como as duas partes em um mesmo contrato. Ela era locatária e ao mesmo tempo fiadora usando dados de pessoas falsas, inviabilizando, totalmente, a execução desse contrato. Ou seja, ela não pagava o aluguel e quem alugou não tinha como pagar", detalhou o delegado.
Com um grande número de documentos falsos, ela alegou, segundo o delegado, que obteve a ajuda de um funcionário de um cartório em Camaragibe, Grande Recife, para a retirada da documentação. Com isso, a polícia acredita que o esquema seja muito maior.
"Isto está em apuração. Bem como, toda a origem e o que ela fazia com todos esses documentos. Esse esquema pode ser muito maior porque temos conhecimento que ela é titular de uma pessoa jurídica, que seria uma agência de viagens. Vamos investigar se há alguma fraude vinculada a essa pessoa", disse Couto.
Dentre o material apreendido, um dos carimbos de médicas seria fruto de um furto. Uma neurologista já havia denunciado o crime. A suspeita teria se passado por paciente, furtado o carimbo e pago a consulta com cheque falso. O crachá de funcionária da Petrobrás seria usado para dar credibilidade a suspeita.
"Ela utilizava isso como uma máscara para dar maior credibilidade aos seus golpes. Ela se apresentava como uma executiva, uma pessoa com alta renda, que podia cumprir, facilmente, todas as suas obrigações", pontuou Carlos Couto.
A mulher foi encaminhada para a Colônia Penal Feminina do Recife. Ela responderá, inicialmente, pelo crime de falsidade ideológica. Porém, caso sejam confirmados os golpes, poderá cumprir pena também por estelionato.
Fonte: G1 Pernambuco.