
As vésperas do Carnaval 2017, o Recife intensifica os preparativos para alertar, prevenir e notificar possíveis casos de febre amarela. Como a cidade é um dos principais destinos de turistas que buscam a folia no país, que vem registrando casos da doença e mortes na Região Sudeste, a prefeitura traçou planos para atuar em três frentes principais durante o período de Momo.
A primeira frente de ação é a prevenção. Nos locais de maior aglomeração de pessoas, como o roteiro do Clube de Máscaras Galo da Madrugada, o maior bloco de carnaval do mundo, segundo o Guiness Book, por exemplo, a secretaria de saúde da capital vai aplicar inseticidas químico para atingir mosquitos adultos. O Aedes aegypti, o mesmo transmissor de dengue, zika e chikungunya, pode ser o vetor da febre amarela.
O Bairro do Recife, mesmo com o índice de infestação considerado baixo e controlado, também terá atenção especial. A área concentra muitos turistas no carnaval e também terá o trabalho preventivo. Essa varredura será realizada uma semana antes do início oficial da folia na cidade.
“Sabemos que o risco de transmissão urbana da febre amarela é muito baixo, mas não é nulo. Tivemos recentemente o problema com os casos de zika e chikungunya e, por isso, é preciso ficar atento”, observa o secretário de Saúde do Recife, Jaílson Correia.
Em trabalho realizado em parceria com o Porto do Recife, foram instaladas armadilhas para capturar mosquitos. 'É um cuidado que temos com a área do Bairro do Recife, que recebe muitos visitantes durante todo o ano", diz o secretário.
Outra linha de ação da prefeitura é baseada no trabalho de educação, feito em parceria com todo os envolvidos no turismo. Taxistas, pessoas que atuam em hotéis, funcionários da rodoviária e do aeroporto fazem parte desse conjunto de atores importante para espalhar informação.
“Vamos fazer um folheto explicativo do carnaval e nele incluiremos dados e informações sobre a febre amarela. Será em inglês e portuhguês para pegar todos os públicos. Tivemos experiência semelhante no ano passado com a questão da zika e chikungunya”, comenta o secretário.
A última linha de atuação será a capacitação de médicos e servidores de saúde que atuam em policlínicas do Recife. Todos os que trabalham nas unidades nas zonas Sul, Oeste e Norte receberão a orientação para notificar casos imediatamente.
“Também vamos fazer buscas ativas em hospitais particulares para saber se alguém deu entrada com os sintomas da doença, como febre, dor de cabeça e no corpo. Vamos ficar atentos para possíveis casos e providenciar a comunicação o quanto antes”, diz.
Correia ressalta que é preciso deixar claro que os casos de febre amarela surgidos na Região Sudeste têm relação com o ciclo silvestre da doença, em que macacos infectados são os vetores. “O Recife e os demais municípios de Pernambuco não registram esse ciclo silvestre nem estão na área de risco. Portanto, não há perigo, mas é preciso prevenir”, finaliza.
Fonte: G1 Pernambuco