Caso aconteceu em estabelecimento na Avenida Doutor José Rufino. 'Ele disse 'nesse posto, negro não abastece'', relata Edmilson Prazeres Simões, de 60 anos.
Um policial ferroviário federal aposentado denuncia que foi alvo de racismo em um posto de combustível, na Zona Oeste do Recife. Ao G1, Edmilson Prazeres Simões relata que aguardava um amigo que estava sacando dinheiro quando foi ofendido pelo dono do estabelecimento. "Eu disse para ele [comerciante] me respeitar e ele me chamou de macaco", diz.
A Polícia Civil registrou o caso como injúria, uma vez que ambos declaram terem sidos ameaçados e injuriados um pelo outro. O caso aconteceu na terça-feira (18), na Avenida José Rufino, no bairro de Areias.
“Eu cheguei com um amigo, ele de moto e eu num carro. Ele entrou na loja de conveniência para tirar dinheiro no caixa 24h e eu fiquei aguardando, na área de fora da bomba. O frentista perguntou se eu ia abastecer e eu neguei”, conta o aposentado.
Nesse momento, um homem apareceu e disse para ele retirar o carro do local. Segundo Simões, foi nesse momento que começou a discussão. "Eu disse para ele me respeitar e ele me chamou de macaco, disse que macaco nasce na zona”, afirma o aposentado.
“Ele chegou gritando 'eu estou mandando você tirar. O posto é meu'. Eu repeti que estava esperando um amigo e ele disse 'nesse posto, negro não abastece'", relata.
A Polícia Militar informou que uma equipe foi ao posto de combustível. Por nota, a corporação explicou que, ao chegar ao local, “o efetivo foi informado que o proprietário do estabelecimento o ofendeu com palavras racistas, afirmando que ele não era digno de estar naquele local”. Os dois foram encaminhados pela PM para a Central de Flagrantes.
A Polícia Civil abriu um inquérito e investiga o caso, inicialmente, como injúria. Em depoimento, os dois afirmaram terem sido ameaçados e ofendidos. Ambos foram liberados. O G1 não conseguiu contato com o proprietário do posto.