O diretor da CDL Recife participa de uma reunião com todos os sindicatos do Brasil, para saber como está a situação dos locais onde o comércio já foi reaberto
A expectativa de diversos setores do comércio é de que uma reabertura gradual e cautelosa dos estabelecimentos comece a ser feita a partir da próxima semana, após o fim da vigência do decreto estadual 49.024, que instituiu regras de isolamento e distanciamento social mais rígidas em cinco cidades do Grande Recife devido à pandemia do novo coronavírus.
De acordo com o diretor executivo da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Recife, Fred Leal, em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, diversas propostas para o retorno das vendas presenciais foram apresentadas ao Governo de Pernambuco, de quem o órgão aguarda um posicionamento.
Na manhã desta quinta-feira (28), inclusive, o diretor participa de uma reunião com todos os sindicatos do Brasil, para saber como está a situação dos locais onde o comércio já foi reaberto. Já do ponto de vista local, a CDL participa de um grupo com quase 40 entidades, federações, associação de shopping, indústria, comércio, para apresentar alternativas de retomada ao governo.
"Tivemos reuniões com o secretário da Fazenda, com o secretário Bruno Schwambach, no sentido de apresentar algumas alternativas para que a gente possa, a partir da próxima semana, ir abrindo lentamente alguns setores de serviço", disse Fred Leal. Ele afirma que setores, como os shoppings, já estão preparados para voltar a funcionar. "Precisamos voltar ao normal, esse novo normal que se fala, de maneiro gradual, responsável. Os shoppings já têm toda uma estrutura para reabrir, estão só aguardando o governo se posicionar. No comércio do centro também", comenta.
Durante pandemia do coronavírus, procura por motéis despenca e venda em sex shop dispara
Distrito Federal permite reabertura do comércio a partir do dia 27
Presidente do Magazine Luiza diz que empresa tem fôlego para suportar dois anos de lojas fechadas
Plataforma de compras RioMar Online faz sua primeira grande liquidação
Marcos Troyjo é eleito presidente do Banco do Brics
Segundo o diretor executivo, a partir das experiências em outras cidades do Brasil, foi possível observar que o retorno tem acontecido com movimentação ainda baixa de pessoas. "O consumidor está muito retraído. Então, você abre lentamente, mesmo o comércio do Centro, comércio do shopping, mas o público ainda é muito lento", acrescenta.
De acordo com Fred Leal, a queda nas vendas para as lojas que têm comércio eletrônico foi de cerca de 70%. Já nas que não têm, foi de aproximadamente 90%. Entre as medidas essenciais para o retorno, citadas pelo diretor executivo, estão a utilização dos itens que já estão sendo usados atualmente, como máscaras, álcool em gel e distanciamento entre as pessoas, mas também há propostas de restringir a capacidade da loja, por exemplo.
"Cada setor tem uma especificidade diferente. O comércio, a indústria, os engenhos e usinas. Cada um apresentou e juntou, num plano só. A gente está imaginando que abra lentamente, para que haja essa conscientização", relata. A reportagem questionou ao Governo do Estado sobre se há um prazo e um plano para a reabertura gradual do comércio e aguarda retorno.
Nessa quarta-feira (27), durante audiência da Câmara de Vereadores do Recife, o secretário de Saúde da capital, Jailson Correia, afirmou que o cenário mais possível é que o lockdown não seja prorrogado. A expectativa é de que haja o retorno às medidas impostas desde o início de maio.
O decreto estadual que institui as normas de quarentena mais rígida entrou em vigor no dia 16 de maio e segue até o dia 31 do mesmo mês, ou seja, até o próximo domingo. Nessa quarta, de acordo com boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), Pernambuco tinha 29.919 casos confirmados do novo coronavírus, sendo 13.086 graves e 16.833 leves. Atualmente, 5.083 pessoas estão internadas, sendo 225 em UTI e 4.858 em leitos de enfermaria. O Estado totaliza 2.468 mortes pela covid- 19.
Fonte JC