O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) manteve, nesta quarta (7), a prisão preventiva do prefeito Lula Cabral (
PSB), do
Cabo de Santo Agostinho. Ele foi preso em 19 de outubro por suspeita de participar da
transferência de R$ 92,5 milhões do Instituto de Previdência do Cabo de Santo Agostinho (Caboprev) para fundo de investimento composto por ativos de risco.
Na terça (6), o Superior Tribunal de Justiça (
STJ)
negou habeas corpus ao prefeito. Lula Cabral teve a prisão decretada na primeira fase da Operação Abismo, deflagrada pela
Polícia Federal, e está detido no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em
Abreu e Lima, no Grande Recife.
Os advogados do prefeito entraram na Justiça com um agravo de instrumento contra a prisão preventiva, que foi negado pelo desembargador federal Edilson Nobre, relator do processo. Para este, "há indícios suficientes a respeito da autoria do prefeito Lula Cabral nos delitos de gestão fraudulenta dos recursos do [Regime Próprio de Previdência Social] RPPS dos servidores, corrupção passiva e associação criminosa".
O G1 tenta contato com a defesa do prefeito para repercutir a manutenção da prisão preventiva dele.
O TRF-5 também informou que "outras evidências dão conta de que as condutas investigadas não se finalizaram com a transferência dos recursos do Instituto de Previdência Social (Caboprev), visto que, em aproximadamente 15 dias após o repasse de mais de R$ 92 milhões, houve a tentativa de realizar nova transição de valores para os fundos da Terra Nova Gestão de Recursos Ltda".
A referida empresa, segundo a Polícia Federal, indicou o fundo de investimento para onde o dinheiro foi transferido.